quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Vamos Eliminar as Invasoras!

Certo dia, numa manhã ensolarada, Sardinoca, uma linda e prateada sardinha surgiu à superfície da água e espantou-se com quantidade de chorões-da- praia que viu espalhados pelo areal.
    - Oh! Não! Tantos chorões- da-praia! Credo! Tantas plantas invasoras!
    Muito aflita, a sardinha começou a bater as suas barbatanas.    
    A gaivota Liliana aproximou-se, num rápido voo, porque conhecia este chamamento da sua amiga sardinha.
    - O que se passa?! O que te aconteceu? – perguntou a Liliana.
    - Olha para este areal! – gritou a Sardinoca. Está coberto de chorões-da-praia! Elas já cobriram as dunas...
    - O que poderemos fazer, Sardinoca? – perguntou a Liliana, muito nervosa, enquanto voava em volta da sardinha.
    - Liliana, vai chamar o Albi, rápido! Só ele poderá destruí-las e ajudar a salvar as nossas nativas!
    Em primeiro lugar temos de reunir muitas pessoas para conseguirmos arrancar os chorões -da- praia.  O Albi foi imediatamente buscar luvas e sacos de plástico pretos enormes para deixar os chorões-da-praia a secar.
    De seguida, ele ligou para os meios de comunicação social e divulgou uma ação de controlo da espécie invasora chorão-da-praia presente nas dunas da praia do Osso da Baleia.
    No dia marcado, apareceram junto às dunas da praia do Osso da Baleia imensas pessoas para ajudar a eliminar esta espécie invasora.
    Depois de retirados os chorões-da-praia das dunas, colocaram-nos a secar em cima dos sacos de plástico e desta vez uma etapa estava concluída.
    Ao regressarem a casa passaram pela mata do urso e viram muitas acácias e perceberam que era outra espécie invasora.
    - Mais uma tarefa difícil para resolver! Estas acácias têm de ser destruídas! - exclamou o Albi.
    - São tão bonitas estas acácias! Quem diria que poderiam fazer tanto mal à nossa floresta autóctone? – questionou a Liliana.
    Albi concordou com a Liliana. Efetivamente, aquelas plantas de flores amarelas davam um belo colorido à paisagem. No entanto, devido ao seu rápido crescimento, provocam a diminuição da quantidade de água disponível no solo e competem com as plantas nativas.
    Albi virou-se para os voluntários e perguntou-lhes:
    - Vamos continuar com a luta a esta praga que está a invadir a nossa Mata do Urso Podemos voltar a juntar-nos amanhã?
    Todos concordaram porque era urgente pôr as mãos à obra e tentar exterminar o maior número possível de acácias.
    No dia seguinte, lá estavam à hora combinada. Começaram por arrancar as acácias mais jovens, tendo o cuidado de extrair toda a raiz. Já em relação às acácias maiores, um dos voluntários, muito entendido em plantas invasoras, disse que seria melhor proceder ao seu descasque.
    - O que é isso? – perguntou a Liliana.
   - Fazemos um corte à volta do tronco e depois removemos a casca até à raiz – explicou o voluntário que afinal era engenheiro do ambiente.
    Já esclarecidos, todos continuaram com o trabalho: os mais novos a arrancarem as acácias e os mais crescidos a fazerem o descasque.
    No fim do dia já estavam todos cansados: arrumaram tudo e foram para as suas casas. Os patos, ao verem tanta gente, reuniram-se e decidiram participar neste projeto. Quando acordaram, um grupo voou e detetou onde havia invasoras em terra e na água e arrancou-as pela raiz; o outro grupo construiu um dossiê onde apareciam imagens de plantas invasoras e andou a divulgar esta praga junto da população. 
    As pessoas receberam informação e assim, tiveram o conhecimento de quais as plantas que eram invasoras e as que deveriam arrancar. A população ficou chocada com a quantidade de plantas invasoras que existiam.
  O Albi sugeriu que de três em três meses se reunissem e em conjunto fossem apanhar as plantas invasoras.
    - Que boa ideia Albi! – disse a Liliana.
   Perante esta situação, as pessoas ficaram emocionadas, concordaram e combinaram concretizar a ideia sugerida pelo Albi.
  Estes encontros foram um sucesso. A palavra foi-se espalhando e a quantidade de voluntários na luta contra as invasoras foi crescendo. Desta vez, munidos de enormes sacos, o alvo era a Erva das Pampas.Liliana e Albi cedo saltaram da cama e compareceram para mais uma missão.
    - Hoje vai ser um dia fantástico! - disse a Liliana.
  - Sim, podermos contar com o acompanhamento de técnicos especializados da Câmara Municipal vai ser uma mais valia para melhor esclarecer e motivar as pessoas. – disse o Albi.
    - Temos mesmo de defender as espécies nativas e controlar estas pragas! Temos mesmo de continuar a informar e alertar as pessoas para o perigo da propagação destas espécies. – disse a Liliana.
    - Pois, pois. Esta Erva das Pampas produz muitas sementes e espalha-se facilmente com o vento por espaços degradados, dunas, bermas das estradas e margens dos rios. Ameaça os ecossistemas e a saúde publica. – disse o Albi.
    -Mais à obra, vamos acabar com elas já! – gritaram em conjunto. 
Autores: Alunos da Gualdim Pais, Escoural, Travasso e São Simão de Litém
 

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